Artigo: Pessoas de bem aprendem a atirar e usam armas por medo da violĂȘncia

Raad Jr.

Respeitar o direito de cada indivĂ­duo poder ter armas de fogo ainda Ă© a melhor polĂ­tica de segurança pĂșblica, dessa forma as pessoas de bem estĂŁo se armando para a sua autodefesa e para defender sua famĂ­lia, sua propriedade, pois restringir, ou atĂ© mesmo proibir como Ă© hoje, o direito de um indivĂ­duo ter uma arma de fogo o deixa sem nenhuma defesa efetiva contra criminosos violentos

Com a segurança pĂșblica como uma das maiores preocupaçÔes dos brasileiros, o debate sobre a liberalização do uso de armas tomou um rumo inesperado na quinta-feira (06/09), quando o ex-capitĂŁo do ExĂ©rcito e candidato a PresidĂȘncia da RepĂșblica Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as pesquisas para as eleiçÔes de 7 de outubro foi esfaqueado enquanto fazia campanha de rua em Juiz de Fora, Minas Gerais. 

Um candidato prĂł-armas sofrendo violĂȘncia por lĂąmina de faca de cozinha sĂł corrobora o fato de que quem pratica violĂȘncia Ă© o prĂłprio homem, e nĂŁo a arma. 

Na segunda-feira (10/08), eu estava voltando do Lago de Serra da Mesa apĂłs uma pescaria em meu dia de folga com meu pai e alguns amigos, quando fui parado pela PolĂ­cia Militar, que encontrou uma arma no porta-luvas de um dos carros de minha campanha e me encaminharam a 31ÂȘ DP da cidade de Planaltina-DF por porte ilegal de armas. 

A arma por sua vez Ă© devidamente registrada em nome do meu pai Raad Massouh, que compareceu Ă  delegacia e disse que eu nĂŁo sabia que a arma estava no carro que eu voltava da pescaria, uma vez que usamos outros veĂ­culos. 

Fato Ă© que o Estatuto do Desarmamento privou os cidadĂŁos de bem do direito da legĂ­tima defesa, garantido na Constituição. Nos foi tirado nosso principal meio de defesa. Isso favoreceu a delinquĂȘncia, uma vez que estamos diante de muita insegurança e impunidade. Bandidos armados e pessoas de bem desprotegidas, vulnerĂĄveis Ă  todos os tipos de violĂȘncia.

Eu como candidato a deputado distrital, estou muito exposto neste momento, sendo alvo de ameaças em todo lugar, com muita gente ruim, sendo que o meu Ășnico erro foi buscar para mim uma certa segurança.

Errado de verdade é a pråtica de corrupção, errado de verdade é ser bandido, errado de verdade é não ter o direito à autodefesa.

O debate sobre o desarmamento no Brasil Ă© fortemente contaminado por seus defensores, que mais trabalham com rĂłtulos e desqualificação de seus adversĂĄrios do que com a verdade e princĂ­pios. Eles tĂȘm como objetivo passar a mensagem de que estĂŁo certos, por mais que transgridam valores e manipulem as estatĂ­sticas a seu bel-prazer. JĂĄ na prĂłpria colocação do problema, os parlamentares que defendem a liberdade de escolha e o direito Ă  autodefesa sĂŁo tidos por representantes da bancada da bala.

A perversĂŁo Ă© total. Note-se que a liberdade de escolha e o direito Ă  autodefesa sĂŁo pilares de uma sociedade livre e democrĂĄtica. NĂŁo se trata de nenhum direito de matar, mas do direito de conservação da prĂłpria vida. Os que advogam pelo desarmamento dos cidadĂŁos almejam que o cidadĂŁo fique completamente desguarnecido diante de criminosos que invadem suas residĂȘncias. Os cidadĂŁos nĂŁo escolhem seus representantes para que estes suprimam sua liberdade de escolha. Posso perfeitamente pretender nĂŁo ter nenhuma arma, mas isso nĂŁo significa que o meu direito deva ser abolido.

A situação Ă© tanto mais esdrĂșxula porque nada Ă© feito no que diz respeito ao verdadeiro combate Ă  criminalidade. Os bandidos continuam a ter livre acesso Ă s armas de fogo. O mercado negro os supre muito bem. Por uma absurda inversĂŁo, o problema passa a ser dos cidadĂŁos, os que pagam impostos e deveriam ser protegidos contra qualquer violĂȘncia. O Estado nĂŁo consegue coibir a violĂȘncia, seu dever primeiro, e nega a seus membros que o façam, negando-lhes qualquer direito a respeito. 

Hoje o cidadĂŁo fica Ă  mercĂȘ dos criminosos. Pior ainda, os criminosos sĂŁo ainda tratados com a mĂĄxima consideração pelos ditos representantes dos direitos humanos, enquanto suas vĂ­timas sĂŁo relegadas ao esquecimento. Vamos continuar o nosso trabalho de cabeça erguida rumo Ă  CĂąmara Legislativa do Distrito Federal e fazer o debate sobre a liberdade de escolha e o direito Ă  autodefesa.


*Raad Massouh Jr.- candidato a deputado distrital 45100 (PSDB-DF).

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